José Eduardo de Oliveira e Silva lembra que, em uma cultura marcada pela pressa, superficialidade e dificuldade em assumir responsabilidades, o sacramento da Confissão muitas vezes é esquecido ou mal compreendido. A Reconciliação é um dos principais sinais da misericórdia divina, oferecendo ao pecador não apenas o perdão de Deus, mas também uma oportunidade concreta de recomeçar.
A tradição da Igreja ensina que a vida cristã é um processo contínuo de conversão. Por isso, o sacramento da Penitência não deve ser encarado como algo ocasional ou reservado a situações extremas. Pelo contrário, ele deve fazer parte regular da caminhada espiritual, promovendo purificação interior e amadurecimento da fé.
Um encontro real com a misericórdia de Deus
Desde o início do cristianismo, a Igreja compreendeu que o perdão dos pecados não é apenas um sentimento interior, mas uma graça concedida por Cristo através dos sacramentos. No Evangelho de João, Jesus entrega aos apóstolos a autoridade de perdoar os pecados, mostrando que a Reconciliação integra a missão da Igreja.
Segundo Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, a Confissão é, portanto, um encontro concreto com a misericórdia divina. O fiel não busca apenas alívio psicológico, mas recebe uma graça sacramental que restaura sua amizade com Deus. O sacramento recorda que o pecado não é apenas uma falha pessoal, mas uma ruptura com Deus e com a comunidade. A absolvição sacramental reconstrói os laços espirituais e devolve ao cristão a alegria da comunhão.

Formação da consciência e vida moral
A prática regular da Confissão ajuda o fiel a desenvolver um olhar atento sobre a própria vida. O exame de consciência convida a pessoa a reconhecer suas atitudes, intenções e responsabilidades. Nesse processo, o cristão aprende a distinguir com mais clareza o bem do mal. Pequenos erros deixam de ser banalizados, e a pessoa passa a perceber como suas escolhas impactam sua relação com Deus e com os outros.
Muitas pessoas carregam culpas, ressentimentos e feridas espirituais que afetam profundamente a vida emocional. A ausência do perdão sacramental pode gerar inquietação e sensação de distância de Deus. Na visão de José Eduardo de Oliveira e Silva, a Confissão devolve ao coração humano a paz que o mundo não pode oferecer. Ao ouvir as palavras da absolvição, o fiel experimenta a certeza do perdão divino e a liberdade interior que nasce da reconciliação.
Essencial para uma vida sacramental autêntica
A Confissão ocupa um lugar central na vida sacramental da Igreja, preparando o coração para receber a Eucaristia de modo digno e consciente. Segundo Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, a Reconciliação purifica a alma e renova o desejo de viver em comunhão com Deus. A prática regular impede que o cristão se acostume com o pecado, mantém viva a necessidade de conversão e lembra que a santidade é um processo diário.
Criar o hábito da Confissão exige disciplina espiritual e confiança na misericórdia divina. Muitas pessoas deixam de se confessar por vergonha, medo ou falta de costume, mas esses obstáculos podem ser superados com simplicidade e perseverança. Uma boa prática é estabelecer uma frequência regular e preparar-se com um exame de consciência tranquilo. Procurar um sacerdote de confiança, que possa orientar a caminhada espiritual, também ajuda.
Com o tempo, José Eduardo de Oliveira e Silva frisa que o sacramento deixa de ser visto como um peso e passa a ser compreendido como fonte de graça. A Confissão frequente torna-se, então, um caminho seguro de conversão, paz interior e crescimento na vida com Deus.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez



