Como aponta Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a Liderroll consolidou um marco histórico para a engenharia nacional ao expandir para 52 países a patente de seu método disruptivo de construção de Spool Bases. A tecnologia, desenvolvida para bases de construção e lançamento de dutos em carretéis embarcados (Reel-lay), introduz uma quebra de paradigma na logística subsea. A nova metodologia automatizada elimina práticas rudimentares e posiciona o Brasil na vanguarda da eficiência operacional e sustentabilidade no setor de óleo e gás.
O que diferencia o método da Liderroll das Spool Bases convencionais?
Atualmente, a maioria das spool bases no mundo utiliza métodos considerados obsoletos, dependendo de escavadeiras e guindastes que operam de forma sincronizada, mas imprecisa. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que esses processos tradicionais elevam o estresse da tubulação, aumentam o risco de fadiga nas soldas e danificam o revestimento. Em contrapartida, a solução da Liderroll é 100% automatizada, utilizando pontes rolantes operadas remotamente a partir de uma sala de controle, protegendo os materiais de intempéries e eliminando a presença humana em áreas de risco.
Quais os ganhos em produtividade e redução de custos para as embarcações?
Um dos principais gargalos do setor é o tempo de permanência dos navios lançadores nos portos, que pode chegar a oito dias de carregamento. O método da Liderroll permite armazenar de 8 a 24 quilômetros de dutos totalmente acabados, prontos para preencher um carretel inteiro de forma acelerada. Paulo Roberto Gomes Fernandes reforça que a tecnologia possibilita o carregamento simultâneo de três diâmetros diferentes de linhas em um ou mais barcos, sem interromper as frentes de soldagem. Essa otimização reduz drasticamente o tempo de ancoragem e, consequentemente, o custo diário das embarcações.

Como a sustentabilidade e o QSMS são integrados ao projeto?
A inovação da Liderroll não se limita à mecânica, mas abrange a responsabilidade socioambiental:
- Geração de Energia: O projeto prevê a utilização de painéis solares para autossuficiência energética da base;
- Segurança Operacional (QSMS): A automação retira o trabalhador do campo de exposição a acidentes com cargas pesadas;
- Integridade do Material: O sistema elimina o contato direto de máquinas de esteira com os tubos, preservando a qualidade da linha.
O rigor dos órgãos de fiscalização exigirá operações mais seguras, e a Liderroll já oferece essa transição para além dos “tempos da pedra lascada” da engenharia offshore.
Quem são os principais “players” atendidos por essa tecnologia globalmente?
O mercado para spool bases de alta tecnologia é restrito a grandes companhias que primam pela responsabilidade técnica e ambiental. Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta que gigantes como Saipem, Subsea 7 e McDermott, além de empresas norueguesas e holandesas, são o público-alvo dessa inovação. “Só quem não consegue enxergar o futuro e a automação ficará de fora desta revolução”, pontua o executivo.
Qual a perspectiva para a Liderroll e as Spool Bases em 2026?
Como resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a metodologia da Liderroll será o padrão ouro para novas bases de lançamento ao redor do globo. Com a patente protegida em 52 nações, a empresa garante não apenas a reserva de mercado, mas a liderança intelectual em projetos de infraestrutura submarina. A Liderroll reafirma seu papel em transformar a indústria, substituindo métodos arcaicos por soluções limpas, funcionais e altamente rentáveis que elevam o nome da engenharia brasileira no exterior.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez



