Como pontua o CEO Ian Cunha, o estresse crônico e a produtividade formam uma relação perigosa, porque o estresse pode até acelerar no curto prazo, mas destrói a clareza e a consistência no longo prazo. Ele afeta julgamento, comunicação e capacidade de manter padrão, mesmo quando a empresa parece estar “andando”. O estresse pontual é parte do jogo. O problema é quando ele vira rotina. O corpo deixa de recuperar, e a mente entra em modo reativo.
Como resultado, o líder passa a operar por urgência, não por prioridade. Produtividade real exige estabilidade conta com concentração, energia e capacidade de sustentar decisões difíceis sem explosão emocional. Se você quer preservar performance com foco, continue a leitura e reconheça os sinais que não dá para ignorar.
Quando o corpo vira termômetro do negócio?
O corpo costuma avisar antes do calendário. Estresse crônico tende a aparecer como irritação constante, sono fragmentado, queda de energia no meio do dia e dificuldade de “desligar” mesmo quando não há demanda. À luz desse quadro, o líder começa a compensar com mais café, mais estímulo e mais horas. Como consequência, o sistema piora.

Sob a ótica do empresário serial Ian Cunha, esse é um erro comum: tratar os sinais como fraqueza individual, quando eles são indicadores de desenho ruim de rotina e pressão mal distribuída. A empresa perde porque o líder perde. O corpo é o primeiro painel de controle da performance.
Sinais cognitivos que parecem “normais” até virar problema
Um dos perigos do estresse crônico é que ele se normaliza. A pessoa se acostuma com mente acelerada, atenção curta e sensação de urgência permanente. Conforme o tempo passa, isso vira identidade: “eu sou assim”. O líder deixa de perceber que está decidindo pior.
Como elucida o fundador Ian Cunha, sinais cognitivos importantes incluem dificuldade de concentração, esquecimento de detalhes simples e menor tolerância a contradição. Assim sendo, o líder procura respostas rápidas, evita reflexão e se irrita com perguntas que exigem contexto. O time aprende a trazer menos informação e a adivinhar o que o líder quer, aumentando ruído e retrabalho.
O impacto na comunicação e na cultura
Estresse crônico altera comunicação. Ele encurta a paciência, aumenta o tom de cobrança e reduz a capacidade de escuta. Em contrapartida, a equipe não percebe “estresse”, percebe instabilidade. O ambiente começa a operar por autoproteção: menos transparência, menos discordância, mais silêncio.
Esse efeito é devastador porque muda a cultura sem anúncio. Como resultado, a empresa fica menos inteligente, pois as pessoas deixam de levantar riscos cedo. O estresse crônico cria uma cultura de medo disfarçada de agilidade, na qual problemas aparecem tarde, e tarde custa caro.
A ilusão da produtividade alta
Existe uma fase em que o estresse parece produtividade. A pessoa faz muito, responde rápido, acelera tudo. O problema é que essa velocidade vem com queda de qualidade e perda de profundidade. Assim sendo, cresce o retrabalho, e as entregas ficam menos consistentes. Por conseguinte, o sistema começa a exigir mais esforço para produzir o mesmo resultado.
Para o superintendente geral Ian Cunha, esse é o ponto em que muitos líderes entram em ciclo, quanto mais cai a qualidade, mais eles pressionam. Quanto mais pressionam, mais o estresse cresce. Como consequência, a empresa fica barulhenta e menos eficiente, mesmo com mais horas investidas.
Ignorar sinal é escolher o custo maior
Sinais de estresse crônico não desaparecem por força de vontade. Eles só mudam quando a estrutura muda. Ignorar sinal é escolher pagar com juros: queda de energia, decisões ruins, conflitos desnecessários e perda de consistência. Como resume o CEO Ian Cunha, longevidade de liderança depende de reconhecer cedo e ajustar o que está drenando o sistema.
Estresse crônico e produtividade não são compatíveis ao longo prazo. Os sinais de alerta não devem ser romantizados, porque eles indicam perda de margem e de clareza. Quando o líder trata esses sinais como informação de gestão, ele protege o ativo mais importante da empresa: a qualidade das decisões e a estabilidade do time.
Autor: Medvedev Modrichi



